Em um de seus últimos testes antes da Copa do Mundo, o Brasil enfrenta a França, às 17h (de Brasília) desta quinta-feira (26), no Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos.
Esta será a primeira das duas partidas que o time de Carlo Ancelotti fará na Data Fifa. O próximo rival será a Croácia, no dia 31, em Orlando.
O último encontro entre brasileiros e franceses aconteceu em 2015, também em amistoso internacional.
Na ocasião, o time de Dunga ganhou de virada por 3 a 1, com gols de Oscar, Neymar e Luiz Gustavo – Varane anotou para os europeus.
Vale lembrar que a convocação final para o Mundial-2026 acontecerá no dia 19 de maio.
Onde assistir a Brasil x França?
Brasil x França, nesta quinta-feira (26), às 17h (de Brasília), terá transmissão da Globo (TV aberta), do Sportv (TV fechada) e da Getv (YouTube).
Escalações de Brasil x França:
- BRASIL: Ederson; Wesley, Bremer, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro e Andrey Santos; Raphinha, Matheus Cunha, Vinicius Jr. e Gabriel Martinelli Técnico: Carlo Ancelotti
- FRANÇA: Maignan; Malo Gusto, Konaté, Upamecano e Theo Hernandez; Tchouaméni, Rabiot e Olise; Dembélé, Ekitiké e Mbappé Técnico: Didier Deschamps
Arbitragem de Brasil x França:
- Árbitro: Guido González Jr. (EUA)
- Auxiliares: Nick Uranga (EUA) e Cory Richardson (EUA)
- VAR: Tim Ford (EUA)
Com Vitor Reis, Ancelotti completa time só de zagueiros convocados para seleção e fecha portas para Copa
A surpreendente convocação de Vitor Reis, do Girona, para compor o grupo da seleção brasileira no amistoso contra a Croácia, terça-feira (31), em Orlando, dá sinais do que pensa Carlo Ancelotti a menos de três meses da Copa do Mundo.
Com o jovem revelado no Palmeiras e que pertence ao Manchester City, Carletto chega a 11 zagueiros convocados desde que passou a trabalhar na CBF, em julho. Alguns estão garantidos no Mundial; outros não voltaram mais; e há um terceiro grupo que nem chance teve.
Entre os chamados à seleção por Ancelotti, Éder Militão, Marquinhos e Gabriel Magalhães só não estarão na lista final caso estejam machucados. O italiano já disse que pretende levar cinco para a Copa, então restam duas vagas que, aparentemente, continuam abertas.
Alex Ribeiro (Lille), Bremer (Juventus), Ibanez (Al Ahli) e Léo Pereira (Flamengo) surgem como os mais cotados na disputa, agora com a companhia de Vitor Reis. A tendência é que os últimos da lista de zagueiros saia deste grupo.
O mesmo não se pode dizer de Léo Ortiz (Flamengo), Beraldo (PSG) ou Fabricio Bruno, trio que foi convocado por Ancelotti no passado, mas que caiu em descrédito por motivos que vão desde o rendimento em campo até impressões da comissão técnica no dia a dia de treinamentos.
Outros dois vivem situação mais atípica. Murillo, por exemplo, segue marcado pela atuação desastrosa contra a Argentina, no jogo que culminou com a demissão de Dorival Júnior, e não goza da confiança da comissão técnica atual. Recentemente, ele até desabafou sobre o assunto.
Thiago Silva também faz parte da relação dos que jamais foi chamado. A última vez do Monstro com a camisa da seleção foi em dezembro de 2022, na eliminação da Copa para a Croácia. Apesar de Ancelotti conhecê-lo desde o início da passagem pelo Milan, o veterano do Porto está praticamente descartado.
É neste cenário que aparece a chance a Vitor Reis. Aos 20 anos, o defensor é tratado internamente pela comissão como um nome certo para o próximo ciclo, até a Copa de 2030, um papel semelhante ao exercido por Rayan, atacante do Bournemouth.
A chance agora, porém, indica que a disputa entre os zagueiros para a convocação final continua aberta. Caso tenha chances de mostrar serviço, Vitor Reis pode embaralhar as cartas na mesa de Ancelotti. Talvez seja isso que o próprio técnico espera.
Cinco coisas que seleção aprende em amistoso contra França às vésperas da Copa do Mundo
Perder nunca será normal para quem veste a camisa da seleção mais vencedora de todos os tempos. Mas existem derrotas e derrotas. A desta quinta-feira (26), contra a França, no Gillette Stadium, ajuda a medir em que estágio o Brasil está a menos de três meses da estreia na Copa do Mundo, marcada para 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
O revés com gols de Mbappé e Ekitiké (Bremer descontou na reta final) mostra sinais importantes a Carlo Ancelotti no primeiro amistoso de 2026. O ESPN.com.br levanta cinco pontos relevantes e que não podem ser ignorados pela comissão técnica, que tem apenas o jogo da próxima terça (31), contra a Croácia, em Orlando, antes de definir a lista dos convocados para a Copa.
Luiz Henrique 12º jogador
Muito se fala de quem está ou não garantido na Copa entre os atacantes, mas o nome de Luiz Henrique é pouco citado. Pois o ex-jogador do Botafogo mostrou por que não sai da lista de Ancelotti e também era aproveitado com frequência por Dorival Júnior.
Insinuante e atrevido, o jogador do Zenit foi a única alteração do primeiro para o segundo tempo e deu muito trabalho à zaga francesa, que demorou até entender como pará-lo. Luiz Henrique não parece uma opção para ser titular, vaga que no momento é de Estêvão, mas tem capacidade técnica e física e fazer a diferença na Copa saindo da reserve.

A falta de Bruno Guimarães
Uma das principais tarefas de Ancelotti na Data Fifa de março era encontrar a sombra para Bruno Guimarães, dono absoluto do meio-campo desde a chegada do italiano e que não pôde ser convocado por estar machucado no Newcastle.
A aposta inicial foi em Andrey Santos. Durante a partida, Danilo, destaque do Botafogo, e Gabriel Sara, do Galatasaray, ganharam minutos. Certo é que o atual esquema de jogo sente falta demais de Bruno e sua dinâmica.

Necessidade de um armador
A ausência de Bruno como dupla de Casemiro e também de Rodrygo, este já fora do Mundial por uma lesão no joelho, evidenciaram contra a França a falta de um jogador com capacidade de armar a seleção e torná-la menos dependente de um jogo direto e de contra-ataque.
Raphinha poderia fazer tal papel, mas a atuação abaixo no primeiro tempo e a lesão que o tirou do segundo atrapalharam. Matheus Cunha, que sabe exercer essa função ao lado de outro atacante, também ficou devendo. Se existe alguém capaz de executar a função, Ancelotti não terá como testar antes da lista final.
Saída curta, problema a resolver
A dupla de zaga titular do Brasil é formada por Marquinhos e Gabriel Magalhães. O primeiro se machucou em Orlando e tenta se recuperar a tempo de enfrentar a Croácia, enquanto o segundo, também por lesão, sequer se apresentou à comissão técnica.
Ancelotti optou por uma zaga completamente nova, com Bremer e Léo Pereira. Ederson, em substituição a Alisson, também foi novidade. A saída curta quase sempre não funcionou, a ponto da França aproveitar os erros para construir ataques bem perigosos. A expectativa é que isso melhore com o time principal.
Posições abertas, posições fechadas
As ausências de peso na convocação (Alisson, Gabriel Magalhães, Militão, Bruno Guimarães, Estêvão e Rodrygo) forçaram Ancelotti a uma série de testes que serviriam para sanar dúvidas. Algumas permaneceram, outras não.
Wesley, por exemplo, ganhou pontos na briga com Vanderson para ir à Copa junto com Éder Militão. Bremer também entrou na disputa para a reserva de Marquinhos. Mas há mais dúvidas que a comissão técnica levará para o jogo contra a Croácia.
Próximos jogos do Brasil:
- Croácia (N) – 31/03, 21h (de Brasília) – Amistoso
- Panamá (C) – 31/05, horário indefinido – Amistoso
- Egito (N) – 06/06, 19h (de Brasília) – Amistoso

