Projeto da UFBA desenvolve exoesqueleto para evitar desgaste da lombar; protótipo pode ajudar trabalhadores braçais

Educação

Um estudante de  Engenharia Mecatrônica da Universidade Federal da Bahia (UFBA) desenvolveu um exoesqueleto para ser utilizado na melhororia da ergonomia de trabalhadores braçais. O projeto ainda está em fase de testes, mas promete reduzir o impacto na coluna durante a realização das atividades cotidianas.

O equipamento foi descrito pelo estudo como um exoesqueleto passivo, que, com as características físicas do material, auxilia sem necessariamente o uso de ações motoras. Ele pode ser vestido como um colete e foi criado para proporcionar maior conforto na coluna. Sob orientação do professor Marcus Americano, o projeto foi pensado para funcionários de indústrias, mas pode ser utilizado por qualquer pessoa.

“Nosso objetivo foi focar na lombar, auxiliando nas atividades laborais, principalmente trabalhadores da indústria. Queríamos melhorar o desempenho e sobrecarregar menos a região”, afirmou o orientador

Durante a fase de testes, os oitos voluntários testados apresentaram redução na frequência cardíaca e melhor saturação do oxigênio. Devido ao número pequeno de voluntários, a pesquisa deve passar por novos testes, mas já tem um indicador positivo: a patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

O estudo também foi apresentado no Congresso Brasileiro de Automática 2024, promovido pela Sociedade Brasileira de Automática, o CBA visa congregar pesquisadores, professores, profissionais e estudantes que tenham interesse nas áreas relacionadas a Controle e Automação e suas aplicações.

O exoesqueleto foi desenvolvido por Rafael Figueiredo, aluno aprovado para o mestrado. Ele reagiu com felicidade à aprovação e a considera uma validação para sua pesquisa, que deve ser aprofundada durante a nova etapa formativa.

“Sensação de dever cumprido, foi uma pesquisa que considero bem sucedida. Tem um impacto social. Unimos engenharia e saúde. Nós terminamos com resultados importantes como base e futuras pesquisas podem explorar o que fizemos”, afirmou o estudante.

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